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SESC Cadeião realiza Semana Literária em Londrina com grandes autores

Pela 44ª vez, a literatura foi protagonista no Paraná durante a Semana Literária e Feira do Livro, realizada de 13 a 17 de agosto. O tema deste ano foi Cidades Literárias, com homenagem ao escritor Dalton Trevisan, falecido em 9 de dezembro de 2024, aos 99 anos.

O evento é considerado um dos maiores do Brasil, promovido pelo SESC de forma simultânea. No Paraná, a programação aconteceu em Curitiba e em outras 26 cidades do interior, com atividades e notícias divulgadas no site oficial: sescpr.com.br/semanaliteraria.

Assim como Dalton Trevisan foi fiel a Curitiba como sua cidade-inspiração, o tema deste ano discutiu a relação entre literatura e urbanidade. Entre os debates realizados estiveram: Urbanidades e Literatura: a cidade como personagem; Cidade, Pessoas e Livros: a subjetividade dos invisíveis; O vampiro de Curitiba; e O que não cabe no corpo: escrita da falha e da fresta.

Em Londrina, segunda maior cidade do Paraná, a Semana Literária tem peso especial por reunir grandes nomes da literatura brasileira em bate-papos concorridos e sessões de autógrafos. Tradicionalmente sediado no SESC Cadeião, o evento combina aconchego e charme, oferecendo ainda ao público a oportunidade de visitar o Museu do Café, espaço de memória essencial em tempos em que parte da história e das tradições corre o risco de ser esquecida.

Entre os principais convidados que passaram por Londrina estiveram: Itamar Vieira Junior, responsável pela abertura; Stênio Gardel e a pernambucana Bethania Pires Amaro; além de Jeferson Tenório e Miguel Sanches Neto, com mediação de Renato Forin Jr., da UEL.

Durante os encontros, os escritores discutiram suas obras e refletiram sobre questões cruciais do Brasil, como cultura, educação e literatura, trazendo diferentes vozes e ritmos à resistência por direitos básicos e à reconstrução de uma memória realista que precisa ser narrada pelas minorias, pelos esquecidos e pelos invisíveis. Afinal, assim como a vida, a literatura também é política, resistência e sobrevivência.

Itamar Vieira Junior encerra trilogia literária com “Coração sem Medo”

O consagrado escritor brasileiro, Itamar Vieira Junior falou durante uma hora na quarta-feira, 13 durante a abertura da Semana Literária onde resumiu a trajetória do seu best-seller e premiado livro: Torto Arado. O autor enfatizou a importância de ter trabalhado mais de 20 anos como geógrafo do INCRA na Bahia e Maranhão, o que lhe deu material suficiente para escrever o profundo romance que denuncia injustiças social. Itamar contou que levou cinco anos para finalizar a obra. Como palhinha de sua conversa ele leu durante dez minutos parte do segundo livro: “Salvar o fogo” e esbanjou simpatia em sua fala, além de distribuir centenas de autógrafos na noite de quarta-feira.

Depois de conquistar leitores e prêmios com Torto Arado (2019) e Salvar o Fogo (2023), o escritor baiano Itamar Vieira Junior prepara o desfecho de sua trilogia com o lançamento de Coração sem Medo. O novo romance marca a primeira incursão urbana do autor, ambientado em Salvador, e terá como eixos narrativos a violência policial, o protagonismo feminino e a imaginação como resistência à opressão.

O projeto literário de três romances nasceu junto com o sucesso imediato de Torto Arado, obra que revelou as irmãs Bibiana e Belonísia em meio a conflitos de terra e tradições afro-indígenas no sertão da Bahia. O livro tornou-se rapidamente um best-seller e abriu caminho para Salvar o Fogo, segundo título da série, que abordou as contradições de uma comunidade ribeirinha às margens do Paraguaçu, dominada por líderes religiosos e tensionada pelo avanço do capitalismo latifundiário.

Com o terceiro volume, Vieira Junior consolida um ciclo que atravessa diferentes territórios sociais e culturais do Brasil, sem perder de vista a denúncia das desigualdades históricas. Autor também de Doramar ou a Odisseia e do infantil Chupim, ilustrado por Manuela Navas, ele figura entre os poucos escritores nacionais que ultrapassaram a marca de 1 milhão de exemplares vendidos — um fenômeno que o coloca no seleto grupo de grandes nomes da literatura contemporânea.

Convidados do estado

O SESC PR reuniu escritores e artistas de destaque no cenário nacional, entre eles: Jeferson Tenório, Itamar Vieira Junior, Daniel Munduruku, Stênio Gardel, Claudia Lemes, Pedro Rhuas, Aline Bei, Lucas Buchlle, Nelson Motta, Guta Stresser, Geni Núñez, Caetano Galindo, Fabiana Faversani, Mariana Salomão Carrara, João Anzanello Carrascoza, Lucas Mota, Natalia Timerman, João Silvério Trevisan, Bráulio Tavares, Cristovão Tezza, Ilana Casoy, Glória Kirinus, Miguel Sanches Neto, Guilherme Gontijo Flores, Emília Nuñez, Kaká Werá, Olívio Jekupé, Julia Raiz, Marcelino Freire, Augusto Massi e Marcelo Jeneci.

Lançamentos de livros

Entre os mais de 70 lançamentos previstos, destacou-se a 10ª edição da Coletânea SESC de Contos Infantis, com textos selecionados via edital, que abordam o Paraná e seus aspectos culturais. A obra contou com curadoria do escritor indígena Olívio Jekupé e ilustrações de Izabela Bombo.

Participaram da coletânea: Alfredo Mourão (Ponta Grossa), Anecy Oncken (Umuarama), Bel Akemi (Curitiba), Cléo Moreira (Rolândia), Diego Gianni (Curitiba), Egon Zek de Oliveira (Curitiba), Haroldo José Andrade Mathias (Irati), Kleber Bordinhão (Ponta Grossa), Roberta Ambrosio Boscolo (Maringá) e Silza Maria Pasello Valente (Bela Vista do Paraíso).

Dalton Trevisan

Nascido em Curitiba, em 14 de junho de 1925, Dalton Trevisan recebeu ao longo de sua vida inúmeros adjetivos: bem-humorado, rigoroso, contista magistral, artista da palavra, premiado, incansável operário das letras e, claro, “o vampiro de Curitiba”. Discreto e avesso aos holofotes, conquistou os principais prêmios da literatura brasileira e portuguesa: três Oceanos (antigo Portugal Telecom), o Camões, o Machado de Assis e quatro Jabutis.

Apesar do mistério que cultivava, mantinha correspondências com escritores como Carlos Drummond de Andrade, Poty Lazzarotto, Fernando Sabino, Otto Lara Resende, Antônio Cândido e Mário de Andrade. Suas críticas afiadas, quando dirigidas a desafetos, eram publicadas em jornais.

Entre suas obras mais marcantes estão: Novelas Nada Exemplares (1959), Cemitério de Elefantes (1964), O Vampiro de Curitiba (1965), Mistérios de Curitiba (1968), A Guerra Conjugal (1969), A Polaquinha (1985), Quem Tem Medo de Vampiro? (1998), 111 Ais (2000), Macho Não Ganha Flor (2006) e O Beijo na Nuca (2014).

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Mário Vicenti. Casado, escritor e jornalista, nascido em 5 de dezembro de 1960 em Cascavel, Oeste do Paraná. Filho de um amante da música e do futebol, Santos Vicente (in memoriam), que sustentava a família com sua oficina mecânica para bicicleta, motocicletas e acordeom, e de Alvina Vercino (falecida).

Escritor Mario Vicenti

Mário Vicenti. Casado, escritor e jornalista, nascido em 5 de dezembro de 1960 em Cascavel, Oeste do Paraná. Filho de um amante da música e do futebol, Santos Vicente (in memoriam), que sustentava a família com sua oficina mecânica para bicicleta, motocicletas e acordeom, e de Alvina Vercino (falecida).

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Sobre

Mario Vicenti, escritor e jornalista, 64 anos, casado e de bem com a vida. Autor de 6 livros entre crônicas, poesias, romances, relatos de viagens e biografias. É editor-chefe do jornal Integração.

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